A Vida Invisível

O livro de Marta Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, foi adaptado para o cinema e o filme dirigido por Karim Ainouz.  Ainda não assisti ao filme, mas acabei de ler o livro. E adorei!

A história poderia ser escrita pela minha avó, pela minha mãe, minha tia, ou tantas outras mulheres que viveram num passado bem recente. As opressões cotidianas sofridas pelas mulheres frente à sociedade patriarcal aparecem nas personagens femininas dessa narrativa. Muitas vezes, lendo o livro, eu me lembrei de situações narradas pelas mulheres da minha família. São histórias muito próximas, de um universo conhecido. Opressões ainda vivenciadas por muitas ainda hoje.

Eurídice tenta escapar de um destino de esposa e dona de casa, inventa sempre o que fazer. Nessas invenções mostra suas habilidades desprezadas pelo marido. Poderia ter se tornado excelente cozinheira, ter escrito um livro, ter sido uma famosa costureira. Poderia ter sido, mas não foi. Sua irmã tenta escapar das consequências de um abandono. As duas vivem no Rio de Janeiro, conhecem personagens importantes dessa cidade e convivem com os diferentes grupos sociais dos anos de 1950.

Uma história muito bem contada e escrita com maestria. Uma deliciosa leitura!

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