Mulheres da Nigéria

Buchi Emecheta é uma escritora nigeriana, muito conhecida em seu país, mas que pela primeira vez teve um livro publicado no Brasil, em 2017. “As Alegrias da Maternidade” conta a história de mulheres que lutaram para criar seus filhos, passando por diversos sacrifícios impostos pela própria maternidade e pelos homens nigerianos nascidos e criados numa sociedade extremamente patriarcal.

A personagem central dessa história é Nhu Ego, que deixa a sua vida na aldeia de Ibuza para viver na cidade de Lagos. Segue uma trajetória comum a várias mulheres nigerianas que possuem seu destino atrelado ao casamento e à maternidade. Uma mulher só alcançava reconhecimento na Nigéria de 1940 a partir do momento que desse filhos homens ao seu marido, garantia de eternidade para eles.

Os sofrimentos de Nhu Ego não estão somente relacionados ao subjugo patriarcal, mas também aos problemas trazidos pela dependência colonial, no caso da Nigéria a colonização era Britânica, e as desigualdades entre brancos e negros se davam nos postos de trabalho, na educação e nas relações sociais. Acrescenta-se ainda o crescimento das cidades nigerianas, como Lagos, para as quais muitos migravam em busca de trabalho, deixando para trás suas aldeias e laços familiares.

A partir da história que Buchi nos conta, nos afetamos profundamente com a história dessas mulheres e mais do que isso com uma sociedade colonial marcada pela opressão e pelo preconceito racial.

 

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